NOSSA ESCOLA:
DE
LOUREIRO!
O INÍCIO
Era o ano de
1955,
e ainda não havia uma escola no
Bairro Cristal,
em
Porto Alegre,
quando a comunidade,
induzida por seu lider,
Sr. João José dos Santos
decide juntar esforços para construir uma.
Então, em um terreno doado, nascia,
em
05 de novembro de 1955,
inaugurada pelo então
Prefeito de Porto Alegre,
Sr. Ildo Meneghetti,
na
Rua Comandaí, nº 100,
a Escola, que foi neste momento denominada:
ESCOLA MUNICIPAL 05 DE NOVEMBRO
- Por que
(estudo dos nomes das pessoas).
- Fonte:http://www.portalangels.com/significado_dos_nomes.htm -
vamos descobrir que o primeiro nome da
nossa Escola, e a data de sua fundação,
é uma
homenagem
a
atitudes e ações
05 de novembro de 1849,
ALGUMAS FRASES E PENSAMENTOS DE
RUI BARBOSA:
"Educar a vista, o ouvido, o olfato; habituar os sentidos a se exercerem naturalmente, sem esforço e com eficácia; ensiná-los a apreenderem os fenômenos que se passam de redor de nós, a fixarem na mente a imagem exata das coisas, a noção precisa dos fatos, eis a primeira missão da escola, e, entretanto, a mais completamente desprezada na economia dos processos rudimentares que vigoram em nosso país. A natureza continuamente nos está ensinando esse caminho, revelado por todos os instintos da infância; mas a rotina é incapaz de curvar-se à necessidade inteligente que nos aponta nos instintos normais da infância a base de toda a educação salutar. Vive toda a gente aí na persuasão de que vê sem carecer de exercitar-se em ver, ouve sem se acostumar a ouvir, distingue a realidade sem precisão do hábito de aplicar acuradamente as faculdades de observação. A verdade, porém, é que adormecidas essas disposições naturais pelo desuso, em que nos cria uma educação insensata, assistimos cegos e surdos a uma infinidade de fatos, e deixamos passar despercebidas um número inumerável de coisas, que constituiriam por si sós o fundamento de toda a nossa instrução durante a existência inteira."
Obras Completas de Rui Barbosa.
V. 10, t. 2, 1883. p. 52
Descritores: Sentidos, exercício ; Escola, missão ; Instrução, fundamento ; Educação Insensata
Observações: Trecho do "Parecer sobre a Reforma do Ensino Primário. Métodos e Programa Escolar". Não há original no Arquivo da FCRB.
Fonte: http://ww2.casaruibarbosa.gov.br/scripts/rui/mostrafrasesrui.idc?CodFrase=1988
2
ORAÇÃO AOS MOÇOS:
- Sendo Paraninfo dos bacharéis pela Faculdade de Direito de São Paulo, em março de 1921, Rui Barbosa redige a Oração aos Moços. Abaixo, a transcrição de um trecho desta obra, talvez sua mais bela peça oratória, que foi lida pelo Professor Reinaldo Porchat: -
"(...)Entre vós, porém, moços, que me estais escutando, ainda brilha em toda a sua rutilância o clarão da lâmpada sagrada, ainda arde em toda a sua energia o centro de calor, a que se aquece a essência d´alma. Vosso coração, pois, ainda estará incontaminado; e Deus assim o preserve.
Metei a mão no seio, e aí o sentireis com a sua segunda vista. Desta, sobretudo, é que ele nutre sua vida agitada e criadora. Pois não sabemos que, com os antepassados, vive ele da memória, do luto e da saudade? E tudo é viver no pretérito. Não sentimos como, com os nossos conviventes, se alimenta ele na comunhão dos sentimentos e índoles, das idéias e aspirações? E tudo é viver num mundo, em que estamos sempre fora deste, pelo amor, pela abnegação, pelo sacrifício, pela caridade. Não nos será claro que, com os nossos descendentes e sobreviventes, com os nossos sucessores e pósteros, vive ele de fé, esperança e sonho? Ora, tudo é viver, previvendo, é existir, preexistindo, é ver, prevendo. E, assim, está o coração, cada ano, cada dia, cada hora, sempre alimentado em contemplar o que não vê, por ter em dote dos céus a preexcelência de ver, ouvir e palpar o que os olhos não divisam, os ouvidos não escutam, e o tato não sente.
Para o coração, pois, não há passado, nem futuro, nem ausência. Ausência, pretérito e porvir, tudo lhe é atualidade, tudo presença. Mas presença animada e vivente, palpitante e criadora, neste regaço interior, onde os mortos renascem, prenascem os vindoiros, e os distanciados se ajuntam, ao influxo de um talismã, pelo qual, nesse mágico microcosmo de maravilhas, encerrado na breve arca de um peito humano, cabe, em evocações de cada instante, a humanidade toda e a mesma eternidade.(...) Se não há, pois, abismo entre duas épocas, nem mesmo a voragem final desta à outra vida, que não transponha a mútua atração de duas almas, não pode haver, na mesquinha superfície do globo terrestre, espaços, que não vença, com os instantâneos de presteza das vibrações luminosas, esse fluido incomparável, por onde se realiza, na esfera das comunicações morais, a maravilha da fotografia à distância no mundo positivo da indústria moderna.
Tampouco medeia do Rio a São Paulo! Por que não conseguiremos enxergar de um a outro cabo, em linha tão curta? Tentemos. Vejamos. Estendamos as mãos, entre os dois pontos que a limitam. Deste àquele já se estabeleceu a corrente. Rápida, como o pensamento, corre a emanação magnética desta extremidade à oposta. Já num aperto se confundiram as mãos, que se procuravam. Já, num amplexo de todos, nos abraçamos uns aos outros. (...) Conversemos, amigos, de presença a presença. (...)”
Fonte: Portal do Vereador
Continua...






