terça-feira, novembro 29, 2005

NOSSA ESCOLA: 50 Anos de LOUREIRO - *DÉCADA DE 90 -

DÉCADA DE 90

- I –

Década marcada por muitos

espetáculos e eventos marcantes.

1990

Agosto,

Festa da Classe Especial.

Novembro:

35 anos de LOUREIRO!

O maravilhoso trabalho de

Balé da Escola,

sob a Coordenação da

Professora

Leta Etges,

tem sua

Primeira Apresentação

no

Teatro Renascença,

com o

Espetáculo

“Quebra Nozes”,

do

Projeto Dança Criança.

1991,

Projeto de Férias

- janeiro -

Casa de Cultura

Coordenado

pela

Professora

Ana Marshall;

também em janeiro de 1991

Projeto Complementação Alfabetização

Coordenado pela

Professora

Vera Langue.

DÉCADA DE 90

- II –

1991

Em março, assume a nova

Diretora

eleita:

Jane M. Faria da Silva.

Mesmo ano em que, com o apoio da

Professora

Esther Grossi,

então

Secretária de Educação,

um

prédio apropriado para as aulas de balé é construído.

1992

A

Direção

da escola é assumida pela pela

Professora

Ana Lúcia Carone.

O

Projeto

“Ginástica Aeróbica”,

sob a

Coordenação da

Professora

Kátia Souza,

se

associa ao

“Dança Criança”.

É nesse ano também que acontece a

Apresentação do

Primeiro Encontro de Cultura e Arte

do Grupo AFROSUL

e do

Coral dos Professores,

com o Espetáculo:

“Sapato de Cristal”.

DÉCADA DE 90

- III –

1993,

Inauguração da Sala de Balé,

com a

Apresentação do Dança Criança,

no

Teatro Renascença,

com o

Espetáculo

“Platéia Fome de Arte”,

Trabalho Conjunto do Balé e da Aeróbica da Escola,

que foi prestigiado com a

presença

do

Secretário de Educação

Milton Ficher.

1994

A

Direção

da escola é assumida pelo

Professor

José Carlos de Oliveira Pereira

e as

Vices Diretoras:

Inês Júlia de Oliveira Lizana,

Ana Suzete Quiroga.

Espetáculos:

“Orquestra em Sentimento”

– Apresentação na UFRGS –;

1995

“Seres Mágicos e Aeróbica”

– no Teatro Renascença -;

DÉCADA DE 90

- IV–

Espetáculos e Eventos:

1996

Participação da Escola

na

Mostra de Artes

Escola Faz Arte

Promoção da SMED,

com a participação das Professoras:

Ana Lúcia Pompermayer e Mariúse.

ANIVERSÁRIO DA ESCOLA

no

Auditório Araújo Viana,

que contou

com

Mostra de Artes:

- Artes Plásticas -

Coordenada pelas Professoras Arte-Educadoras:

Adelaide Amorim,

Ana Lúcia Pompermayer,

Mariuse C. Borges.

- Dança e Aeróbica –

Espetáculo do Dança Criança:

“Pássaro Azul e Aeróbica”,

Coordenado pelas Professoras

Leta Etges,

Kátia Souza

- com Adereços de Cabeça dos Pássaros assinados pelas

Professoras Arte-Educadoras Ana Lúcia Pompermayer e Adelaide Amorim -

DÉCADA DE 90

- V–

1997

Ocorre a

IV Semana Internacional de Reestruturação Curricular

SMED – POA/RS

O

Projeto Dança Criança,

com Dança e Aeróbica, se apresenta no

Salão de Atos da UFRGS

- Universidade Federal do Rio Grande do Sul -

É

criado

o

Projeto Mães do Balé

sob a coordenação da

Professora

Cleonice B. Pinto

- Cléo -.

Espetáculo

“João e Maria”

do

Dança Criança

com Apresentação no

Salão de Atos da UFRGS.

- com a participação na Cenografia do Turno Vespertino sob a Coordenação da Professora Arte-Educadora Adelaide Amorim –,

Ao findar do ano letivo

são implantados na Escola:

os

Ciclos de Formação

- sob a

Administração Popular,

na

SMED,

Secretaria Municipal de Educação,

que viriam a Reestruturar todo o Sistema de Ensino da Rede Municipal em Porto Alegre -.

DÉCADA DE 90

- VI –

1998

Assume a

Direção

da Escola a Vice Diretora – em agosto, devido a aposentadoria do

Diretor José Carlos de Oliveira Pereira -

Professora

Inês Júlia de Oliveira Lizana

Em dezembro,

após as Eleições para Diretores, quem assume o cargo de

Direção e Vices,

são, respectivamente, as

Professoras:

Vandira Porto,

Marilene Roncaglio,

Lenise da Silva Marques,

que irão permanecer por dois mandatos, devido a terem sido reeleitas,

até 2004.

Espetáculo do Projeto Dança Criança,

“Brasil Vivo”,

se apresenta no

Salão de Atos da UFRGS -,

com reapresentação em

1999,

agora no

Teatro São Pedro.

É nessa década que a Escola passa a chamar-se com seu atual nome:

ESCOLA MUNICIPAL

DE

ENSINO FUNDAMENTAL

JOSÉ LOUREIRO DA SILVA

NOSSA ESCOLA: 50 Anos de LOUREIRO - *DÉCADA DE 80 -

DÉCADA DE 80

- l –

1980

JUBILEU DE PRATA

As

Professoras

Lori Teles Peter

e

Carmem Maria Junqueira Amóra

criam o livreto:

RELEMBRANDO

para marcar a data comemorativa dos:

25 ANOS DE LOUREIRO

DÉCADA DE 80

- lI –

É nesta década que a

Professora

Maria Celeste S. Etges

- Leta Etges -

faz a sua

Primeira

Apresentação de Balé

na Escola,

prenunciando o que viria a ser

uma das grandes vocações artísticas do Loureiro:

a

Dança!

Eventos Comemorativos e Culturais

de 1980 a 1988:

1983

– Páscoa;

- Feira do Livro;

- Gincana da Criança.

PREFEM – Projeto de Férias

sob a

Coordenação da

Professora

Vera Therezinha L. de Oliveira.

1984

Nasce o

Projeto “Dança Criança”,

sob a Coordenação da

Professora

Leta Etges.

DÉCADA DE 80

- lII –

1986

A

Diretora

Virgínia Maria Pereira Ceccarelli

passa o cargo de

Direção

para a

Professora

Suelmi P. da Rosa,

que dirigirá a escola

até 1987.

1988,

Quem assume a

Direção

é a

Professora

Raquel Treiguer.

Mesmo ano em que a escola iniciará suas atividades no

novo endereço,

ao qual permanece até os dias de hoje :

Av. Capivari, 1999

– Divisa de Bairros: CRISTAL/CRUZEIRO -.

1989,

Primeira Eleição para a Direção de Escola no

Loureiro!

Assumindo então, como a

Primeira

Diretora eleita:

Clara Rimolo Anele.


sábado, novembro 05, 2005

NOSSA ESCOLA: 50 Anos de LOUREIRO - DÉCADA DE 70 -

DÉCADA DE 70

- l –

Com a

Reforma de Ensino,

acaba-se com o curso de Marcenaria - que funcionava no pavilhão de material -, e é criada a

sexta série,

ampliando-se, assim, o oferecimento de escolaridade na escola em mais um ano.

Em

1975,

cria-se a

Banda de Música da Escola,

que viria também a participar de muitos eventos cívicos, como os desfiles da

Semana da Pátria,

época em que a participação das escolas nestes eventos era freqüente.

Neste mesmo ano também,

é criado o

Jardim de Infância.

A

Diretora

Gislaine Margarida Nervo

encerra seu mandato, em

1979,

passando o cargo

para a sua

Vice-Diretora:

Professora

Virgínia Maria Pereira Ceccarelli

- 1979 a 1986 -.

Mesmo ano em que

o Jardim de Infância

é aparelhado com um

Parque de Recreação

e são criados:

- CPM – Círculo de Pais e Mestres;

- SOE – Serviço de Orientação Escolar e

- SSE – Serviço de Supervisão Escolar.


Continua na Década de 80.

terça-feira, novembro 01, 2005

NOSSA ESCOLA: 50 Anos de LOUREIRO - DÉCADA DE 60 -

DÉCADA DE 60
- I -
Em
1960
,
a escola ainda estava na

Rua Comandaí,
mas, no ano seguinte,
1961
,
sob a

Direção
da Professora
Maria da Graça Vasconcelos,

durante a
Semana de Porto Alegre
,
a escola muda-se para o

Bairro Cruzeiro,
instalando-se na

Av. Divisa, s/nº
- local onde a escola passaria a enfrentar muitas dificuldades devido a proximidade ao Riacho Sanga da Morte que, ao transbordar, alagava o pátio e boa parte das instalações da mesma, causando muita destruição -,
e
passa a funcionar em

3 Turnos:
Manhã, Tarde e Vespertino.
Nesta oportunidade, era
Prefeito de Porto Alegre
o Engenheiro
JOSÉ LOUREIRO DA SILVA
e sendo
Secretário Municipal de Educação e Cultura
- SMEC –
o Professor
Carlos de Brito Velho

e
Superintendente de Ensino Municipal
a Professora
Nair Marques Pereira.

PALAVRAS
DE
LOUREIRO DA SILVA

– o Bacharel Engenheiro -

“Eu
cada vez mais
me orgulho de ser filho desta cidade,
porque ela será um exemplo
e é um exemplo,
em todo o nosso país,
sobretudo numa época,
como esta,
de inquietações,
de dúvidas e de medos.
Porque
Porto Alegre
ainda é uma cidade,
que mesmo que se abra a caixa de Pandora, donde saem todos os males,
ela fica,
no fundo do seu coração,
com a esperança,
a grande esperança
no seu futuro.”

DÉCADA DE 60
- II -

Em

1963,
quando assume a

Direção

- ficando no cargo
até 1964 -
a

Secretária e Professora
Dulce Regina Rodrigues,

foi
transportado para a Av. Divisa
o pequeno pavilhão da Rua Comandaí,
onde passaram a funcionar
duas salas de aula
e o
gabinete médico e dentário,
sendo, este último, inaugurado nessa Administração.
Em

1964
,
com um curto

- apenas de março à agosto -
porém dedicado mandato, quem assume a

Direção
é

Nice Tabajara Porto da Rocha.
Assumindo, logo em seguida a esta, a

Professora
Gislaine Margarida Nervo

- que fica no cargo por 15 anos
de 1964 a 1979 -.

DÉCADA DE 60

- III –

1964
Período em que a escola começa a crescer bastante
e
decide-se trocar seu nome. A pedido dos professores,
o novo nome recai em uma

Homenagem
ao

então

Prefeito,
que muito dedicou-se a
Porto Alegre,

DR. JOSÉ LOUREIRO DA SILVA.
Com isso,

a escola passa a chamar-se
:


ESCOLA MUNICIPAL
DE
PRIMEIRO GRAU INCOMPLETO
JOSÉ LOUREIRO DA SILVA

DÉCADA DE 60
- lV –
No grande período sob a
Direção da Professora
Gislaine Margarida Nervo

- de 1964 a abril de 1979 -, muitas coisas acontecem...
Outros pavilhões são anexados à escola;
Havia o

Clube de Mães ,
unindo famílias à escola – reunindo-as nas 3ªs-feiras para fazer pães (num forno de pão que havia na cozinha da escola) para a merenda dos alunos -; tinha-se também turma de

Classe Especial,
sob a responsabilidade da

Professora
Vera Therezinha Lague de Oliveira
.
Em

1969,
é criado o

REC – Reino Encantado da Criança -,
que foi organizado pela

Professora
Virgínia Maria Pereira Ceccarelli

- então também Vice-Diretora
e se tratava de uma

Festa,
que durava dois dias, durante a

Semana da Criança

e que - com a criação de vários momentos lúdicos e artísticos –
envolvia toda a comunidade escolar
num mundo mágico - que
durou até 1975 -.
Também durante este período, incrementa-se a

Biblioteca
com dependências mais apropriadas, nomeando-a com o nome do

Professor
Frederico Guilherme Gaelzer
,
numa homenagem a este que se dedicava a recreação de crianças - saindo em busca de subsídios para a criação de várias praças infantis pela cidade -.

Com o agravamento dos problemas referentes às inundações do Riacho Sanga da Morte,
fez-se necessário, nesta década, amenizá-los com a implantação de algumas melhorias,
tais como:

abertura de valetas;
construção de muro e da cobertura entre os pavilhões.


Continua na Década de 70...

NOSSA ESCOLA: 50 Anos de LOUREIRO - DÉCADA DE 50 ParteS II e III -


O INÍCIO
DÉCADA DE 50

- II -

Apesar dos maravilhosos princípios que nortearam o estabelecimento de nossa escola, ela começou a funcionar muito pequena, num
prédio de madeira,
em uma casa adaptada e em precário estado de conservação e instalação.
Constava de seis peças, incluindo cozinha e banheiro
– um único, que atendia a toda a escola -.
Quatro peças eram utilizadas de sala de aula,
sendo que a
secretaria funcionava na cozinha.
Não havia água canalizada,

a mesma provinha de um
poço de 20 metros de profundidade.
A escola começou a funcionar com quatro classes, sob a
Direção da Professora
Gilda Izabel Brocca Cestari,

que juntava às funções de
Diretora a de Professora do 2º ano.
A única funcionária,
Daisa Gomes da Luz,
era também responsável pela merenda, tendo na limpeza a colaboração da própria
Diretoria. Como se percebe, a nossa atual Escola, já, desde seu início, teve um

marco de trabalho e idealismo, num sadio clima de amor.

O INÍCIO
DÉCADA DE 50

- IIl -

Gilda Izabel Brocca Cestari,
Primeira Diretora,
exerceu o

cargo de 1955 a 1956.
As aulas eram ministradas pelas

Professoras:
Clodi Macedo,
Daisa Gomes da Luz,
Graciema Becon
e
Marlene Alves.
1957
,
a

Direção
da Escola é de

Maria Adelina da Silva Brasil,
até 1960,

quando quem assume é
a

Professora
Maria da Graça Vasconcelos
- 1961 a 1962 -.
Época que havia, inclusive, um
Curso de Supletivo
que durou dois anos, além de

aulas de Corte e Costura
num novo pavilhão que fora conseguido.


Continua:
Em década de 60...

domingo, outubro 30, 2005

NOSSA ESCOLA: 50 Anos de LOUREIRO - DÉCADA DE 50 Parte I -




Foto 1:
Sr. João José dos Santos.

NOSSA ESCOLA:
50 ANOS
DE
LOUREIRO!

O INÍCIO
DÉCADA DE 50
- I -

Era o ano de
1955,
e ainda não havia uma escola no

Bairro Cristal,
em
Porto Alegre,
quando a comunidade,
induzida por seu lider,

Sr. João José dos Santos,
decide juntar esforços para construir uma.
Então, em um terreno doado, nascia,
em

05 de novembro de 1955
,
inaugurada pelo então

Prefeito de Porto Alegre,
Sr. Ildo Meneghetti,
na
Rua Comandaí, nº 100,
a Escola, que foi neste momento denominada:

ESCOLA MUNICIPAL 05 DE NOVEMBRO

- Por que
05 DE NOVEMBRO?

O estudo destinado a explicação dos nomes próprios recebe o nome de ONOMÁSTICA, que é um dos ramos da lingüística que se inclui a Antroponímia
(estudo dos nomes das pessoas).

- Fonte:http://www.portalangels.com/significado_dos_nomes.htm -
Neste estudo,
vamos descobrir que o primeiro nome da
nossa Escola, e a data de sua fundação,
é uma
homenagem
a

RUI BARBOSA!

Um sábio, que muito contribuiu com suas idéias,
atitudes e ações para o desenvolvimento de nosso país. E ele nasceu em

05 de novembro de 1849,

na cidade de Salvador, Bahia.

ALGUMAS FRASES E PENSAMENTOS DE

RUI BARBOSA:

1

"Educar a vista, o ouvido, o olfato; habituar os sentidos a se exercerem naturalmente, sem esforço e com eficácia; ensiná-los a apreenderem os fenômenos que se passam de redor de nós, a fixarem na mente a imagem exata das coisas, a noção precisa dos fatos, eis a primeira missão da escola, e, entretanto, a mais completamente desprezada na economia dos processos rudimentares que vigoram em nosso país. A natureza continuamente nos está ensinando esse caminho, revelado por todos os instintos da infância; mas a rotina é incapaz de curvar-se à necessidade inteligente que nos aponta nos instintos normais da infância a base de toda a educação salutar. Vive toda a gente aí na persuasão de que vê sem carecer de exercitar-se em ver, ouve sem se acostumar a ouvir, distingue a realidade sem precisão do hábito de aplicar acuradamente as faculdades de observação. A verdade, porém, é que adormecidas essas disposições naturais pelo desuso, em que nos cria uma educação insensata, assistimos cegos e surdos a uma infinidade de fatos, e deixamos passar despercebidas um número inumerável de coisas, que constituiriam por si sós o fundamento de toda a nossa instrução durante a existência inteira."

Câmara dos Deputados. Rio de Janeiro, DF

Obras Completas de Rui Barbosa.
V. 10, t. 2, 1883. p. 52

Descritores: Sentidos, exercício ; Escola, missão ; Instrução, fundamento ; Educação Insensata

Observações: Trecho do "Parecer sobre a Reforma do Ensino Primário. Métodos e Programa Escolar". Não há original no Arquivo da FCRB.

Fonte: http://ww2.casaruibarbosa.gov.br/scripts/rui/mostrafrasesrui.idc?CodFrase=1988

2

ORAÇÃO AOS MOÇOS:

- Sendo Paraninfo dos bacharéis pela Faculdade de Direito de São Paulo, em março de 1921, Rui Barbosa redige a Oração aos Moços. Abaixo, a transcrição de um trecho desta obra, talvez sua mais bela peça oratória, que foi lida pelo Professor Reinaldo Porchat: -

"(...)Entre vós, porém, moços, que me estais escutando, ainda brilha em toda a sua rutilância o clarão da lâmpada sagrada, ainda arde em toda a sua energia o centro de calor, a que se aquece a essência d´alma. Vosso coração, pois, ainda estará incontaminado; e Deus assim o preserve.

Metei a mão no seio, e aí o sentireis com a sua segunda vista. Desta, sobretudo, é que ele nutre sua vida agitada e criadora. Pois não sabemos que, com os antepassados, vive ele da memória, do luto e da saudade? E tudo é viver no pretérito. Não sentimos como, com os nossos conviventes, se alimenta ele na comunhão dos sentimentos e índoles, das idéias e aspirações? E tudo é viver num mundo, em que estamos sempre fora deste, pelo amor, pela abnegação, pelo sacrifício, pela caridade. Não nos será claro que, com os nossos descendentes e sobreviventes, com os nossos sucessores e pósteros, vive ele de fé, esperança e sonho? Ora, tudo é viver, previvendo, é existir, preexistindo, é ver, prevendo. E, assim, está o coração, cada ano, cada dia, cada hora, sempre alimentado em contemplar o que não vê, por ter em dote dos céus a preexcelência de ver, ouvir e palpar o que os olhos não divisam, os ouvidos não escutam, e o tato não sente.

Para o coração, pois, não há passado, nem futuro, nem ausência. Ausência, pretérito e porvir, tudo lhe é atualidade, tudo presença. Mas presença animada e vivente, palpitante e criadora, neste regaço interior, onde os mortos renascem, prenascem os vindoiros, e os distanciados se ajuntam, ao influxo de um talismã, pelo qual, nesse mágico microcosmo de maravilhas, encerrado na breve arca de um peito humano, cabe, em evocações de cada instante, a humanidade toda e a mesma eternidade.(...) Se não há, pois, abismo entre duas épocas, nem mesmo a voragem final desta à outra vida, que não transponha a mútua atração de duas almas, não pode haver, na mesquinha superfície do globo terrestre, espaços, que não vença, com os instantâneos de presteza das vibrações luminosas, esse fluido incomparável, por onde se realiza, na esfera das comunicações morais, a maravilha da fotografia à distância no mundo positivo da indústria moderna.

Tampouco medeia do Rio a São Paulo! Por que não conseguiremos enxergar de um a outro cabo, em linha tão curta? Tentemos. Vejamos. Estendamos as mãos, entre os dois pontos que a limitam. Deste àquele já se estabeleceu a corrente. Rápida, como o pensamento, corre a emanação magnética desta extremidade à oposta. Já num aperto se confundiram as mãos, que se procuravam. Já, num amplexo de todos, nos abraçamos uns aos outros. (...) Conversemos, amigos, de presença a presença. (...)”

Fonte: Portal do Vereador

http://www.abrascam.org.br/ruibarbosa.html

Continua...